[Retornar à página da legislação brasileira] Quadro I da NR-7
Parâmetros para Controle da Exposição Ocupacional a Alguns Agentes Químicos

Agente Químico Indicador BiológicoVR IBMPMétodo analíticoAmotragemInterpretação
MaterialAnálise
Anilina Urinap-aminofenol e/ou -50 mg/g de creatinina CGFJEE
SangueMetahemoglobina até 2%5%E FJ O-1SC+
Arsênico UrinaArsênicoaté 10 µg/g de creatinina 50 µg/g de creatininaE ou EAAFS+ T-6EE
CádmioUrinaCádmioaté 2 µg/g de creatinina5 µg/g de creatininaEAANC T-6SC
Chumbo InorgânicoSangueChumbo eaté 40 µg/100 ml60 µg/100 mlEAANC T-1SC
UrinaÁc. Deltaminolevulínico ouaté 4,5 mg/g de creatinina10 mg/g de creatininaENC T-1SC
SangueZincoprotoporfirinaaté 40 µg/100 ml100 µg/100 mlHFNC T-1SC
Chumbo tetraetilaUrinaChumboaté 50 µg/g de creatinina100 µg/g de creatininaEAAFJ O-1EE
Cromo hexavalenteUrinaCromoaté 5 µg/g de creatinina30 µg/g de creatininaEAAFSEE
DiclorometanoSangueCarboxihemoglobinaate 1% NF3,5% NFEFJ O-1SC+
DimetilformamidaUrinaN-metilformamida-40 mg/g de creatininaCG ou CLADFJEE
Dissulfeto de CarbonoUrinaÁc. 2-Tio-tiazolidina 4-carboxílico-5 mg/g de creatininaCG ou CLADFJEE
Ésteres Organofosforados e CarbamatosSangueAcetilcolinesterase eritrocitária ouDeterminar a atividade pré ocupacional30% de depressão da atividade inicial-NCSC
Colinesterase plasmática ou50% de depressão da atividade inicial-NCSC
Colinesterase eritrocitária e plasmática (sangue total)25% de depressão da atividade inicial-NCSC
EstirenoUrinaÁcido mandélico e/ou-0,8 g/g de creatininaCG ou CLADFJEE
UrinaÁcido fenil-glioxílico-240 mg/g de creatininaCG ou CLADFJEE
Etil-benzenoUrinaÁcido mandélico-1,5 g/g de creatininaCG ou CLADFSEE
FenolUrinaFenol20 mg/g de creatinina250 mg/g de creatininaCG ou CLADFJ O-1EE
Flúor e fluoretosUrinaFluoretoaté 0,5 mg/g de creatinina3 mg/g de creatinina no início da jornada
10 mg/g de creatinina no final da jornada
ISPP+EE
Mercúrio inorgânicoUrinaMercúrioaté 5 µg/g de creatinina35 µg/g de creatininaEAAPU T-12EE
MetanolUrinaMetanolaté 5 mg/l15 mg/lCGFJ O-1EE
Metil-etil-cetonaUrinaMetil-etil-cetona-2 mg/lCGFJEE
Monóxido de CarbonoSangueCarboxihemoglobinaaté 1% NF3,5% NFEFJ O-1SC+
n-HexanoUrina2,5-hexanodiona-5 mg/g de creatininaCGFJEE
NitrobenzenoSangueMetahemoglobinaaté 2%5%EFJ O-1SC+
PentaclorofenolUrinaPentaclorofenol-2 mg/g de creatininaCG ou CLADFS+EE
TetracloroetilenoUrinaÁcido tricloroacético-3,5 mg/lEFS+EE
ToluenoUrinaÁcido hipúricoaté 1,5 g/g de creatinina2,5 g/g de creatininaCG ou CLADFJ O-1EE
TricloroetanoUrinaTriclorocompostos totais-40 mg/g de creatininaEFSEE
TricloroetilenoUrinaTriclorocompostos totais-300 mg/g de creatininaEFSEE
XilenoUrinaÁcido metilhipúrico-1,5 g/g de creatininaCG ou CLADFJEE


QUADRO I - ANEXO I

ABREVIATURAS

IBMP - Índice Biológico Máximo Permitido é o valor máximo do indicador biológico para o qual se supõe que a maioria das pessoas ocupacionalmente expostas não corre risco de dano à saúde. A ultrapassagem deste valor significa exposição excessiva.
VR - Valor de Referência da Normalidade; valor possível de ser encontrado em populações não expostas ocupacionalmente.
NF - Não fumantes.

MÉTODO ANALÍTICO RECOMENDADO:
E - Espectrofotometria ultravioleta/visível.
EAA - Espectrofotometria de absorção atômica.
CG - Cromatografia em fase gasosa.
CLAD - Cromatografia líquida de alto desempenho.
IS - Eletrodo íon seletivo.
HF- Hematofluorômetro.

CONDIÇÕES DE AMOSTRAGEM:
FJ - Final de jornada de trabalho (recomenda-se evitar a primeira jornada da semana).
FS - Final da jornada do último dia da semana.
FS+ - Início da última jornada da semana.
PP+ - Pré e pós a 4ª jornada de trabalho da semana.
PU - Primeira urina da manhã.
NC - Momento de amostragem "não crítico" pode ser feita em qualquer dia e horário, desde que o trabalhador esteja em trabalho contínuo nas últimas 4 semanas sem afastamento maior que 4 dias.
T-1 - Recomenda-se iniciar a monitorização após 1 mês de exposição.
T-6 - Recomenda-se iniciar a monitorização após 6 meses de exposição.
T-12 - Recomenda-se iniciar a monitorização após 12 meses de exposição.
O-1 - Pode-se fazer a diferença entre pré e pós-jornada.

INTERPRETAÇÃO:
EE - O indicador biológico é capaz de indicar uma exposição ambiental acima do Limite de Tolerância, mas não possui, isoladamente, significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, não indica doença, nem está associado a um efeito ou disfunção de qualquer sistema biológico.
SC - Além de mostrar uma exposição excessiva, o Indicador Biológico tem também significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, pode indicar doença, estar associado a um efeito ou uma disfunção do sistema biológico avaliado.
SC+ - O Indicador Biológico possui significado clínico ou toxicológico próprio, mas, na prática, devido à sua curta meia-vida biológica, deve ser considerado como EE.

VIGÊNCIA:
Obs.: Por estarem hoje todos os indicadores vigentes, a coluna "VIGÊNCIA" foi removida do Quadro acima. A redação original atribuía P-12 para a metil-etil-cetona, P-18 para a N-metilformamida e a 2,5 hexanodiona e P-24 para o ácido 2-Tio-tiazolidina-4-carboxílico

P-12 - A inspeção do trabalho passará a exigir a avaliação deste indicador biológico 12 meses após a publicação desta norma.
P-18 - A inspeção do trabalho passará a exigir a avaliação deste indicador biológico 18 meses após a publicação desta norma.
P-24 - A inspeção do trabalho passará a exigir a avaliação deste indicador biológico 24 meses após a publicação desta norma.

RECOMENDAÇÃO
Recomenda-se executar a monitorização biológica no coletivo, ou seja, monitorizando os resultados de grupos de trabalhadores expostos a riscos quantitativamente semelhantes.


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