Informações de apoio para a escolha de um indicador biológico de exposição e, de seus respectivos limites biológicos de exposição.

FAMÍLIA QUÍMICA DO FENOL E DERIVADOS

FENOL - CAS [108-95-2]

Sinônimos:

1.    Monohidroxibenzeno

Vias de introdução

·         O fenol penetra rapidamente no organismo por todas as vias, todavia, a via cutânea é preponderante.

Via de respiratória

·         Do fenol que é inalado, ± 80 % são retidos no organismo.

Absorção/Metabolismo

·         Conjuga-se com sulfatos (± 20 %) e, com derivados do ácido glicurônico.

·         O metabolismo varia não só com a dose, mas também com o regime alimentar.

·         A maior quantidade da dose absorvida (± 90 %) é eliminada pela urina qualquer que seja a via de absorção.

Acumulação

·         Não se acumula no organismo.

Eliminação

·         Rapidamente eliminado na urina.

·         Também traços do pirocatecol e da hidroquinona.

Monitoramento

·         O indicador biológico de exposição é o fenol urinário.

FAMÍLIA QUÍMICA DOS HALOGÊNIOS

 

FLÚOR E FLUORETOSCAS [7664-39-3]

Exposição

·         Do ponto de vista ocupacional, a exposição aos fluoretos origina-se da inalação de fumos e poeiras.

·         A penetração por via oral/digestiva é possível e, quando ocorre é rápida (75% em 1 hora).

Absorção

·         A absorção pulmonar é importante para os compostos solúveis.

·         Varia segundo a granulometria.

·         Pode atingir até 99 % incluindo os compostos gasosos, como o ácido fluorídrico.  

Distribuição

·         Os fluoretos são transportados na forma livre pelo plasma sendo o restante, pelos eritrócitos.

·         A maior parte do flúor se fixa no esqueleto.

Eliminação

a.    Pode se prolongar por vários dias após o fim da exposição.

b.    A meia-vida de eliminação urinaria é bifásica:

·         4 a 9 horas, em função dos compostos, (9 horas numa exposição ao Al F3 ou ao acido fluorídrico) e, 

·         oito anos.

c. Quase a metade do flúor absorvido é eliminada por via renal rapidamente.

Monitoramento:

·         A dosagem dos fluoretos urinários com a amostragem efetuada ao final da jornada de trabalho irá refletir no nível de exposição da jornada precedente.

·         A amostragem realizada no início dessa semana é o testemunho da carga corporal. A exposição é mais bem avaliada pela diferença entre os valores antes e após o trabalho.

·         Existe uma boa correlação entre a concentração de flúor na urina e a quantidade de flúor absorvido.

 

HIDROCARBONETOS HALOGENADOS ALIFÁTICOS

 

DICLOROMETANO - CAS [75-09-2]

Sinônimos:

1.    Cloreto de metileno

Absorção

·         É absorvido principalmente por via respiratória dada a sua volatilidade. 

·         Corresponde a, de 55 a 70 % da quantidade absorvida.

·         É absorvido rapidamente por via cutânea.

Distribuição

·         Distribui-se por todo o organismo com tendência a se acumular no tecido adiposo.

·         O pico plasmático é alcançado na segunda hora após o inicio da exposição.

Metabolismo

·         Aproximadamente 40% são metabolizados rapidamente de acordo com duas vias principais:

1.    Com formação do CO;

2.    E formação do aldeído e acido fórmicos;

3.    A meia-vida de eliminação do diclorometano é inferior à 1 hora;

·         Esse metabolismo é dose dependente.

·         O CO formado liga-se a hemoglobina formando a COHb cuja meia-vida é 7 a 10 horas, do qual o pico da COHb é atingido na segunda hora após a interrupção da exposição.

Eliminação

·         Mais da metade do produto absorvido é eliminado sob a forma inalterada por via respiratória.

·         Também eliminado em baixas concentrações pela urina.

Monitoramento

·         Carboxihemoglobina sangüínea (COHb)

·         A determinação do diclorometano na urina colhida ao final da jornada de trabalho.

·         Para uma exposição de 50 ppm a concentração urinaria não deverão ultrapassar 0,3 mg/L no final da exposição.

* A exposição combinada a alguns alcoóis e tolueno inibe a biotransformação do diclorometano (DCM) em monóxido de carbono levando a níveis de carboxihemoglobina a valores inferiores aos esperados, considerando os níveis de exposição.

TETRACLOROETILENO - CAS [127-18-4]

Sinônimos:

1.    Percloroetileno

Absorção

·         É um liquido volátil, principalmente absorvido pela via respiratória.

·         Absorvido também através da pele.

·         A maior parte do tetracloroetileno é absorvida pela via respiratória.

·         Absorvido também através da pele.

Metabolismo

·         É metabolizado no fígado com formação do acido tricloroacético (3% da dose absorvida).

·         20 % do tetracloroetileno absorvido são metabolizados.

Acumulação

·         Acumula-se parcialmente no tecido adiposo.

Eliminação

·         O tetracloroetileno sangüíneo é eliminado com meias-vida de 15 minutos; 4 horas e 4 dias.

·         É eliminado na forma inalterada (80 %) no ar expirado.

·         Uma quantidade menor (20 %) é metabolizada.

·         A meia-vida do tetracloroetileno urinário varia de 7 horas a 8 dias.

·         A meia-vida do TCA urinário é de 80 horas resultando numa acumulação ao longo da semana.

Monitoramento

·         A determinação do ácido tricloroacético urinário (TCA-U) na urina colhida no final de jornada e da semana de trabalho irá refletir a exposição da semana.

·         No entanto, este metabolito representa apenas uma pequena fração da quantidade absorvida; essa via metabólica é rapidamente saturada com uma exposição de 100 ppm.

·         A correlação entre a taxa do TCA-U, a nível individual, com a intensidade da exposição é de pouca utilidade, quando a exposição é baixa.

1, 1, 1 TRICLOROETANO - CAS [71-55-6]

Sinônimos:

1. Metilclorofórmio

Vias de introdução

·         É introduzido no organismo principalmente através da inalação dos vapores.

Absorção

·         Da quantidade inalada de 25 a 40% são absorvidos.

·         A retenção pulmonar diminui de acordo com a duração da exposição.

·         Ocorre o mesmo por via cutânea.

Metabolismo

·         Aproximadamente 10% são metabolizado com formação de:

1.     tricloroetanol (TCE) – 2 a 5 %

2.    Acido tricloroacético (TCA) – 1 a 2 %

Eliminação

·         É eliminado inalterado com o ar expirado na sua maior parte (90%).

·         Pode ser detectado no ar expirado após uma única exposição em até 7 horas.

·         Tanto o TCE (meia-vida de 10 a 15 horas) quanto o TCA (meia-vida de 70 a 100 horas) são excretados com a urina.

·         A acumulação do TCA pode se ocorrer ao longo da semana.

Monitoramento

·         As concentrações urinárias do TCE, mais a do TCA (TCE + TCA = Triclorocompostos totais urinários), determinadas no final da jornada de trabalho ao final dessa semana têm sido utilizadas como testemunhos da exposição.

·         Essas dosagens não são especificas.

·         Essas concentrações são muito baixas em comparação com as observadas com o tricloroetileno.

·         A exposição da semana precedente na melhor das hipóteses irá ser avaliada através da medição do TCA urinário.

·         A exposição dos dois últimos dias, pela medida do TCE urinário

TRICLOROETILENO - CAS [79-01-6]

Sinônimos:

1.    Tricloroeteno

Vias de introdução

·         A via respiratória é a principal via de introdução no meio industrial.

Absorção

·         De 40 a 70 % da quantidade inalada são absorvidas.

·         A via cutânea é importante.

·         Por via digestiva é excepcional.

Distribuição

·         Distribui-se por todo o organismo.

·         Armazena-se no tecido adiposo.

Metabolismo

·         A maior parte do tricloroetileno (80%) é metabolizada no fígado para hidrato de cloral; tricloroetanol livre (TCE); tricloroetanol conjugado (33%); acido tricloroacético - TCA (18%); outros metabolitos menores.

Eliminação

·         Após inalação, parte do tricloroetileno é exalada na forma inalterada em três fases com diferentes meia-vida:

1.    20 minutos;

2.    3 horas

3.    30 horas

·         Uma pequena parte é excretada por via cutânea, urinário e fecal  inalterado.

·         Os metabolitos são eliminados por via renal.

·         A maior parte do TCE-U é excretada nas primeiras 24 horas.

·         O TCA-U é eliminado no curso do segundo e terceiro dias, podendo se prolongar por vários dias.

Monitoramento

·         Determinação do acido tricloroacético urinário (TCA-U) ao final da semana de trabalho reflete a exposição da semana precedente.

·         A determinação do tricloroetanol urinário (TCE-U) ira refletir a exposição do mesmo dia.

·         A dosagem simultânea do TCA-U e do TCE-U refletem melhor a quantidade do tricloroetileno metabolizado.

·         Ambos se correlacionam bem com concentrações atmosféricas acima de 50 ppm para o TCA-U e 100 ppm para o TCE-U.

 

Hidrocarbonetos alifáticos

n-HEXANO - CAS [110-54-3]

 

Metabolismo

·         É metabolizado a conjugados do acido glicurônico tais como: o 2-hexanol; 5-hidroxi-2-hexanona; gama valerolactona; 5-hidroxi-2-hexanona.

·         A 5-hidroxi-2-hexanona é rapidamente biotransformada em 2,5-hexanodiona, a responsável pela sua neurotoxicidade.

Absorção

·         É absorvido principalmente através da via respiratória.

·         A absorção por via cutânea não é desprezível.

·         Por via digestiva é excepcional (envenenamentos acidentais).

Distribuição

·         Após ser absorvido distribui-se por todo o organismo com meia-vida sangüínea de 1,5 a 2 horas.

Eliminação

·         A 2,5-hexanodiona urinaria total representa a somatória da forma livre e da 4,5-diidroxi-2-hexanona.

·         Estes metabolitos são eliminados na urina com um pico de excreção de ± 3 horas após o final da exposição.

·         A meia-vida de eliminação da 2,5-hexanodiona urinaria é de ± 14 horas.

·         Assim há acúmulo ao longo da semana; sob a forma inalterada ± 10 % são eliminados rapidamente com o ar expirado e, uma fração desprezível na urina como n-hexano.

Monitoramento

·         A 2,5-hexanodiona (acetonilacetona) urinária, é determinada no final de jornada da semana de trabalho.

·         Irá refletir a exposição da semana precedente.

ATENÇÃO

A 2,5-hexanodiona é também um metabolito metil-n-butilcetona.

 

FAMÍLIA QUÍMICA DOS METALÓIDES

ARSÊNICO (As) - CAS [7440-38-2]

Substâncias relacionadas:

1.    Arsenito de cobre;

2.    Arsenito de sódio;

3.    Pentóxido de diarsênico.

Absorção

·         A absorção do As depende da sua espécie química (especiação).

·         Da solubilidade do composto em fluidos biológicos bem como da granulometria (tamanho do composto).

Vias de Introdução

·         A via pulmonar é importante em locais de trabalho dada a presença de poeiras.

·         Cerca de 80% da quantidade ingerida através da alimentação.

·         Falta de higiene das mãos antes de alimentar-se.

Distribuição

·         Distribui-se rapidamente no organismo e se fixa em proteínas, acumulam-se no fígado, músculos, pele e apêndices. 

·         A meia-vida sangüínea é de sete dias.

Eliminação

·         Cerca de 70 % dos compostos inorgânicos absorvidos são eliminados rapidamente na urina, sendo 50 % em dois dias, 90 % em seis dias sob a forma de derivados monometilados, como o acido monometilarsônico.

·         Derivados dimetilados, como o acido dimetilarsínico.

·         Arsênio inalterado, se bem que uma desmetilação parcial também é possível.

Monitoramento

·         A dosagem do arsênio sangüíneo é utilizada em episódios de intoxicação aguda.

·         È pouco utilizada visando monitoramento da exposição ocupacional e, quando aplicada irá refletir uma exposição recente.

·         Sua correlação com a intensidade da exposição não está claramente estabelecida.

·         A dosagem do arsênio urinário realizada em urina colhida no final da jornada de trabalho e, no final dessa semana, irá refletir a exposição da semana aos compostos inorgânicos de arsênio.

·         Só a especiação permite avaliar a exposição e eliminar a interferência do arsênio orgânico que é de origem alimentar.

·         A dosagem do arsênio nos cabelos e unhas não é recomendada para o monitoramento biológico da exposição devida a grande variabilidade biológica e da possibilidade de contaminação.

·         Alguns frutos do mar podem conter altas concentrações de compostos organoarsenicais que, quando ingeridos, são rapidamente excretados na urina.

 

FAMÍLIA QUÍMICA DOS METAIS

CÁDMIO E COMPOSTOS MINERAIS - CAS [7440-43-9]

 

Substâncias relacionadas:

1.    Cloreto de cádmio;

2.    Nitrato de cádmio hidratado;

3.    Oxido de cádmio;

4.    Sulfato de cádmio hidratado;

5.    Sulfato de cádmio.

Absorção

·         A absorção do cádmio (Cd) irá depender da especiação (espécie química), da solubilidade dos compostos nos fluidos biológicos considerados, assim como da sua granulometria (tamanho do composto).

·         Para o oxido de cádmio varia de 10 a 30 % para as poeiras e, de 25 a 50 % para os fumos.

·         É baixa por via digestiva (3 a 7 %).

·         Por via cutânea é desprezível.

Metabolismo

·         O Cd se armazena no fígado e nos rins.

·         A meia-vida sangüínea é de 100 dias.

·         Nos tecidos se fixa na metalotioneína cuja síntese é estimulada por este metal alem de outros tais como o zinco, cobre e mercúrio.

Eliminação

·         A excreção é muito lenta e ocorrem principalmente da via urinaria através dos rins e escassamente através das fezes, suor e saliva (<0,1%).

·         O Cd tem uma meia-vida biológica que varia entre 20 e 40 anos.

·         É, portanto um agente toxico acumulativo.

Monitoramento

Cádmio sangüíneo total

·         A dosagem do representa um indicador de uma exposição recente e também da carga corpórea após a interrupção da exposição.

·         Durante o primeiro ano de exposição ou quando a exposição é flutuante o cádmio sangüíneo (Cd-S) é preferido; aumenta para 4-6 meses e depois se estabiliza em um patamar.

·         As concentrações do cádmio no sangue constituem-se num indicador biológico de uma exposição recente.

·         O tabagismo e a alimentação podem interferir na interpretação dos resultados, ou seja, há um aumento do Cd-S é proporcional a quantidade de tabaco fumado.

·         As concentrações aumentam com a idade.

Cádmio urinário

·         O Cádmio urinário (Cd - U) é considerado como o primeiro indicador biológico utilizado na gestão do risco no longo prazo, porque reflete principalmente a exposição crônica e a carga corpórea.

·         Há uma correlação entre o teor de cádmio urinário com a intensidade de exposição e com o risco de dano renal.

·         Esse aumento é mais marcante em trabalhadores com mais de seis meses de exposição, muito embora possa ocorrer também durante os primeiros seis meses.

CHUMBO E COMPOSTOS - CAS [7439-92-1]

As sustâncias relacionadas são:

1.    Galena (sulfeto de chumbo – PbS)

2.    Mínio (Pb3O4)

3.    Litargírio (PbO)

Vias de introdução

a.    Por inalação (poeiras).

b.     Por via digestiva.

Absorção

·         A absorção do chumbo irá depender da especiação (espécie química), da solubilidade nos fluidos biológicos considerados, assim como da granulometria (tamanho do composto).

·         Para os vapores de chumbo, após sua inalação.

·         As partículas cujo diâmetro aerodinâmico está entre 0,1 e 0,5 µm são as melhor absorvidas.

·         Na maior parte da exposição ocupacional, a absorção do chumbo é por via digestiva.

·         Em adultos, de 5 a 10% da dose ingerida é absorvida.

Retenção

·         Respiratória das partículas de acordo com a granulometria (tamanho do composto).

·         De acordo com a ventilação pulmonar.

·         As partículas com diâmetro superior a 5 µm se depositam na arvore respiratória, são drenadas para o trato aerodigestivo e, finalmente, deglutidas.

·         A deposição das partículas depositadas na pele das mãos favorece a absorção por via digestiva.

Distribuição

·         Não é homogênea.

·         Depende da cinética de eliminação:

a.    Sangue: meia-vida de 36 dias.

b.    Tecidos moles: meia-vida de 40 dias.

c.     Ossos: meia-vida de 27 anos.

Eliminação

·         A excreção do chumbo é principalmente pela urina (> 75%) e fecal (15-20%)

·         O restante é eliminado no cabelo, suor e secreções brônquicas.

Monitoramento

1.    Chumbo no sangue (Pb-S)

·         Apresenta uma correlação satisfatória com os níveis de chumbo na atmosfera do ambiente de trabalho.

·         O Pb-S é um indicador muito útil para estimar uma exposição continuada. Correlaciona-se bem com as concentrações do metal presente no ambiente de trabalho.

OBSERVAÇÃO:

·         De acordo com as recomendações do CDC (Center for Disease Control and Prevention) dos Estados Unidos, o Pb no sangue não deve exceder a 10 µg/100 mL, que é considerado um nível seguro para as mulheres em idade fértil.

·         Se a taxa de chumbo no sangue permanecer acima 10 µg/100 mL (> 10 µg/100 mL) a criança pode estar em risco elevado de apresentar um déficit cognitivo.

·         Nestes casos o chumbo dessas crianças deve ser monitorado e medidas de controle devem ser providenciadas visando minimizar a exposição e o chumbo no sangue dessas crianças.

 

2.    Chumbo urinário (Plumburia/Pb-U)

·         Pouco utilizado como indicador da exposição ao chumbo orgânico (mormente o chumbo tetraetila, um aditivo da gasolina em desuso).



COBALTO - CAS [7440-48-4]

Sustâncias relacionadas:

1.    Carbonato de cobalto;

2.    Dicloreto de cobalto;

3.    Difluoreto de cobalto;

4.    Óxido de cobalto;

5.    Sulfeto de cobalto.

Vias de introdução

·         A principal via de introdução no ambiente industrial é a respiratória. A meia – vida do cobalto sangüíneo é de 1 e 52 dias.

Absorção

·         A absorção do cobalto irá depender da especiação (espécie química), da solubilidade nos fluidos biológicos considerados, assim como da granulometria (tamanho do composto).

·         O cobalto é um elemento essencial (oligoelemento), o sulfato de cobalto é solúvel em água, o óxido de cobalto é insolúvel no fluido biológico considerado assim como do tamanho do composto.

·         A absorção digestiva varia (7 – 40%).

Eliminação

·         A maior parte é eliminada rapidamente (alguns dias), todavia, uma pequena proporção é excretada lentamente com meia – vida de 5 – 15 anos.

Acumulação

·         Ha um acumulo no decorrer da semana e durante todo o ano, nos mais expostos.

·         armazena-se no fígado e rins.

Monitoramento

·         A dosagem do cobalto no sangue total, no final de jornada da semana de trabalho reflete uma exposição recente aos compostos inorgânicos.

·         Esta dosagem é menos informativa do que o cobalto urinário.

·         O Indicador biológico de exposição é o cobalto urinário (Co-U) dosado na urina colhida no final de jornada do final da semana de trabalho é mais sensível que a dosagem de cobalto sangüíneo.

·         A cinética de excreção é bifásica: uma fase rápida que ocorre nas primeiras 2 – 35 horas com um pico de excreção nas 2 - 4 horas subseqüente a exposição enquanto a fase seguinte, lenta, pode durar vários dias ou meses.

Amostragem

·         Com relação ao tempo de amostragem, a diferença entre o inicio e o fim da exposição reflete o a exposição da jornada de trabalho; a concentração do final de jornada da semana de trabalho irá refletir a exposição cumulativa dessa semana.

·         A determinação no fim da exposição das horas precedentes, ao passo que a determinação na segunda-feira pela manhã ao retomar as atividades do trabalho, pode dar informações sobre o grau da exposição anterior.

·         A intensidade da exposição ao cobalto e os sais solúveis seriam um bom reflexo da exposição da semana anterior, desde que a função renal é normal, bem como a exposição em longo prazo.

COBRE - CAS [7440-50-8]

As substâncias correlacionadas são:

1.    Sulfato de cobre

2.    Oxido de cobre II

3.    Oxido de cobre I

Absorção

·         Irá depender da especiação (espécie química), da solubilidade nos fluidos biológicos considerados, assim como da granulometria do composto.

·         aproximadamente 40-70% do cobre são absorvidos por via digestiva

·         também por via respiratória (fumos metálicos).

·         A meia-vida sangüínea é da ordem de 13 a 33 dias.

Distribuição

·         É transportado ligado a céruloplasmina (90%).

·         A meia-vida do cobre sanguíneo é de 13 a 33 dias.

Armazenamento

·         No fígado, sistema nervoso central, músculos, ossos, hemácias, rins.

Eliminação

·         Biliar (90%).

·         Renal (3%).

·         Saliva e suor (como decorrência do calor devido ao tipo de trabalho).

Monitoramento

·         Tanto o Cobre sérico (Cu-S) assim como o Cobre urinário (Cu-U), está sujeitos a um ritmo circadiano.

CROMO - CAS [7440-47-3]

As substâncias correlacionadas são:

1.    trióxido de cromo

2.    cromato de zinco

3.    cromato de potássio

4.    cromato de sódio

5.    dicromato de potássio.

Vias de introdução

·         No ambiente de trabalho é principalmente a via respiratória.

·         Os derivados solúveis do cromo hexavalente (Cr VI) podem penetrar no organismo por todas as vias.

Absorção

·         Irá depender da especiação (espécie química), da solubilidade dos compostos nos fluidos biológicos considerados, assim como da sua granulometria e da sua valência.

·         Os derivados trivalentes são pouco absorvidos ao contrario dos hexavalentes.

·         Entre os cromatos alcalinos solúveis, mencione-se o cromato de potássio, o cromato de sódio e o cromato de lítio.

·         Entre os cromatos não alcalinos insolúveis, mencione-se o cromato chumbo e o cromato zinco.

·         O cromato de estrôncio é um metal alcalino terroso insolúvel.

·         O trióxido de cromo é um cromo hexavalente solúvel.

·         No ambiente de trabalho a absorção é variável segundo a granulometria dos aerossóis.

Acumulação

·         Há um acúmulo de cromo durante a semana e durante todo o ano nos trabalhadores mais expostos.

Eliminação

·         A eliminação é principalmente através da urina sob a forma de cromo III (> 80%).

Monitoramento

·         Devido à redução rápida do cromo hexavalente (Cr VI) em cromo trivalente (Cr III) após a absorção tanto a dosagem do cromo sérico, do plasmático assim como do cromo urinário, refletem a quantidade total de cromo absorvido.

·         Todavia essas dosagens não permitem que se discrimine qual é o tipo de exposição às diferentes espécies químicas, ou seja, o Cr metal, o Cr III, e o Cr VI.

·         A determinação do cromo no sangue total colhido no final da jornada de trabalho ao final dessa semana irá refletir uma exposição recente.

·         Esta dosagem é muito sensível e apresenta uma boa correlação entre a taxa de cromo urinário, plasmático e, eritrocitário. 

·         O Cromo urinário (Cr-U) determinado na urina coletada no final de jornada e, das últimas 2 horas, é um bom indicador de exposição recente ao Cr VI, mas também em parte ao Cr III. No caso de a exposição ser significativa, o cromo urinário irá refletir uma exposição crônica, mas também, bem como a do dia anterior.

·         A amostragem (coleta de urina) realizada no início e final do turno pode permitir uma avaliação adequada da exposição do dia.

MANGANÊS - CAS [7439-96-5]

As substâncias correlacionadas são:

1.    dióxido de manganês

2.    oxido de manganês

A absorção do manganês irá depender da especiação (espécie química), da solubilidade dos compostos nos fluidos biológicos considerados, assim como da sua granulometria e da sua valência.

Absorção

·         A principal via de absorção é a pulmonar para os fumos e poeiras.

Distribuição

·         O manganês é amplamente distribuído no organismo sendo as suas concentrações mais elevadas encontradas no fígado, rins, gânglios da base e das glândulas endócrinas.

Eliminação

·         > 90 % do manganês é excretado na bile.

·         Em seguida nas fezes.

·         É muito baixa através da urina.

·         Inferior a 5%, no suor e anexos.

·         É bifásica com uma meia-vida de quatro e 40 dias.

Monitoramento

·         A determinação do manganês urinário (Mn-U) em amostras colhidas no final da jornada de trabalho e, ao final da semana pode confirmar uma exposição recente.

·         O Mn urinário não se aplica para avaliar a exposição individualmente de trabalhadores.

PODE DISTINGUIR ENTRE GRUPOS DE INDIVÍDUOS COM DIFERENTES NÍVEIS DE EXPOSIÇÃO.

O MANGANÊS URINÁRIO NÃO SE CORRELACIONA COM OS EFEITOS TÓXICOS DO MANGANÊS.

Nestas condições, o monitoramento biológico pode ser realizado, segundo recomendação do médico do trabalho.

MERCÚRIO - CAS [7439-97-6]

As substâncias correlacionadas são:

1.    cloreto de mercúrio

2.    oxido de mercúrio

3.    sulfato de mercúrio

4.    sulfeto de mercúrio

5.    metilmercúrio

Depende da especiação (espécie química), da solubilidade dos compostos nos fluidos biológicos considerados, assim como da sua granulometria e da sua valência.

Vias de introdução

·         No ambiente de trabalho para o mercúrio metálico e poeiras é essencialmente respiratória.

Absorção

·         Uma vez introduzidos, 80% são absorvidos.

·         Para os compostos inorgânicos há o risco de absorção pela pele.

·         A absorção digestiva e cutânea do mercúrio metálico é desprezível.

·         Alguns compostos minerais tais como, o cloreto de mercúrio pode ser absorvido por via digestiva (> 15 %) e cutânea.

·         Os derivados orgânicos do mercúrio, tais como o metilmercúrio, são absorvidos por via digestiva (> 90%)  

Distribuição

·         É distribuído de forma equivalente entre os eritrócitos e o plasma.

·         A meia vida do mercúrio sanguíneo é bifásica (de dois a quatro dias e, de 15 a 70 dias respectivamente).

·         É muito rápida, de alguns minutos após o inicio da exposição.

Acumulação

·         Acumulam-se rapidamente nos rins e no sistema nervoso central.

·         Após a exposição há um período de latência entre o acumulo progressivo do mercúrio nos rins, até que começa a se elevar para um patamar entre 10 dias e seis meses.

Metabolismo

·         Os derivados do mercúrio orgânico são biotransformados a mercúrio inorgânico.

·         É baixo para os derivados de alquila.

·         Rápido para os derivados de aril e alcoxialquil mercúrio.

Eliminação

·         A meia-vida de eliminação urinaria é de 41 a 90 dias.

Monitoramento

·         Os níveis de mercúrio urinário (Hg-U) tornam-se representativos da exposição, durante um período após uma exposição superior a 12 meses.

ESTE TESTE PODE SER UTILIZADO DE FORMA CONFIÁVEL COMO UM INDICADOR DE EXPOSIÇÃO.

·         Quando uma pessoa deixa o trabalho, os níveis de Hg-U diminuem gradativamente.

·         Deve-se evitar a ingestão de ostras, mariscos e correlatos (frutos do mar) nas 48 horas que antecedem a coleta.

·         Para evitar a contaminação exógena da amostra, a coleta deve ser realizada em local afastado do local de trabalho.

·         Para possibilitar a interpretação da evolução dos resultados ao longo do tempo, as amostras devem ser coletadas sempre no mesmo momento.

NÍQUEL - CAS [7440-02-4]

As substâncias correlacionadas são:

1.    oxido de níquel

2.    carbonato de níquel

3.    sulfato de níquel

4.    carbonila de níquel.

Depende da especiação (espécie química), da solubilidade dos compostos nos fluidos biológicos considerados, assim como da sua granulometria e da sua valência.

Absorção

·         A absorção do níquel metálico e dos compostos pouco solúveis, por via digestiva é baixa.

·         É rápida para os compostos solúveis (1 – 2 horas) com uma biodisponibilidade de 1 a 5%

·         A deposição, a retenção e a absorção pulmonar dependem das suas propriedades físico-químicas e da granulometria: é em media de 20 a 30 %.

·         O restante é expectorado, ingerido ou retido no trato respiratório.

Distribuição

·         O níquel se distribui ligado às proteínas plasmáticas, para os rins e os pulmões.

·         A meia-vida plasmática é de 20 a 35 horas.

Eliminação

·         Principalmente através da urina.

·         Escassamente através do suor e anexos.

·         Após ingestão é eliminado rapidamente com as fezes (cerca de 90% porque não é absorvido).

·         A meia-vida de eliminação para os compostos solúveis é bifásica: de 1 a 2 dias na primeira fase; em seguida, de um a vários meses para a segunda fase.

·         A meia-vida de eliminação é de varias semanas para os compostos insolúveis.

Monitoramento

1.    Níquel plasmático

·         A dosagem do níquel plasmático é utilizada por alguns, todavia, a sua interpretação é delicada.

·         Para uma exposição de 0,1 mg/m3 ao níquel solúvel (sulfato de níquel), as concentrações do níquel plasmático ao final da exposição são de ± 7 µg/L.

2. Níquel urinário (Ni-U)

·         A dosagem do níquel urinário ao final da jornada da semana de trabalho reflete a exposição dessa jornada assim como da quantidade acumulada no organismo.

·         Essa taxa correlaciona-se com as concentrações atmosféricas dos compostos solúveis. Está sujeita as variações do ritmo circadiano.

·         Para uma exposição a 0,1 mg/m3 de níquel solúvel, levando-se também em consideração a contaminação cutânea sobreposta, as concentrações urinárias deverão ser da ordem de 40 a 115 µg/L.

·         Esses valores estão bem correlacionados com a exposição aos compostos solúveis, todavia, as variações circadianas são importantes.

A ausência de um valor elevado não indica necessariamente a ausência de risco associado à exposição de alguns compostos insolúveis, devido ao fato de estar comprovado que a exposição a estes agentes predispõe ao câncer, especialmente pulmonar e nasal.

Nestas condições, o monitoramento biológico pode ser realizado, segundo a premissa do médico do trabalho.

ZINCO - CAS [7733-02-0]

Sustâncias relacionadas:

1.    Cloreto de zinco;

2.    Óxido de zinco;

3.    Sulfato de zinco*;

4.    Sulfeto de zinco*;

5.    Óxido de zinco*.

Os três últimos (*) são considerados nocivos a saúde.

Nestas condições, o monitoramento biológico pode ser realizado, segundo a premissa do médico do trabalho.

Depende da especiação (espécie química), da solubilidade dos compostos nos fluidos biológicos considerados, assim como da sua granulometria.

O zinco é um oligoelemento essencial para o funcionamento de varias enzimas.

Está presente em muito complexos multivitamínicos com sais minerais. O uso destes eleva os níveis de zinco sérico e urinário.

Monitoramento

·         O zinco urinário não tem sido utilizado freqüentemente no monitoramento biológico da exposição ocupacional.

·         Não há correlação com a intensidade de exposição.

·         Todavia, a dosagem de zinco urinário para os compostos acima citados é preferível a dosagem sérica.

 

INDICADORES BIOLÓGICOS

DE EFEITO

ACIDO DELTA AMINO LEVULINICO URINARIO (ALA- URINARIO)

CAS [106-60-5]

·         O Ala-U encontra-se aumentado em pacientes com certas porfirias - raros defeitos congênitos do metabolismo do HEME.

·         A exposição prolongada da amostra à luz intensa leva à degradação deste metabólito.

·         Nos indivíduos recentemente expostos, a ALA-U eleva-se após um período de latência de duas semanas.

·         Com a interrupção da exposição à excreção volta aos valores normais num prazo semelhante.

·         Valores elevados de ALA-U podem ser encontrados também em indivíduos portadores de porfiria aguda.

PROTOPORFIRINAS LIVRES (PROTO)

·         O acúmulo da protoporfirina IX nos eritrócitos resulta da inibição da enzima heme-sintetase (ferro-quelatase) nos eritrócitos da medula óssea.

·         Esse acúmulo em indivíduos ocupacionalmente expostos ao chumbo pode atingir níveis de 10 a 50 vezes maiores do que o encontrado em indivíduos não ocupacionalmente expostos.

·         Alguns métodos analíticos disponíveis medem a concentração eritrocitária da PP-IX enquanto que outros avaliam as porfirinas eritrocitárias livres (PEL) que, segundo nos mostram estudos mais recentes, não são na realidade “livres”, mas sim encontradas na forma de zinco protoporfirina IX (Zn-PP-IX).

ZINCO PROTOPORFIRINA SANGUINEA

CAS [15442-64-5]

ATENÇÃO:
A determinação da Zinco-protoporfirina eritrocitária (ZPP) encontra-se temporariamente suspensa.

METEMOGLOBINA SANGÜÍNEA (MeHb)
(Vide ANILINA e NITROBENZENO)

 

GASES ASFIXIANTES QUÍMICOS

MONÓXIDO DE CARBONO

CIANETOS

ÁCIDO CIANÍDRICO - CAS [74-90-8]

Sinônimos:

1.    Cianeto de hidrogênio.

A exposição ocupacional aos cianetos se dá pela inalação do gás cianídrico.

Metabolismo

·         são rapidamente absorvidos; a retenção pulmonar é inferior a 60%.

·         A absorção através do trato digestivo está mais relacionada com os sais de metais alcalinos; a absorção pela via cutânea é possível desde que hajam erosões na pele corroboradas por sudorese. 

·         A principal via metabólica do íon cianeto é a sua transformação em tiocianato na presença de tiosulfatos reação esta catalisada pela rodanase, uma enzima também mitocondrial.

·         A maior parte do íon cianeto (± 80 %) é neutralizada por esse mecanismo.

Absorção

·         o íon cianeto é rapidamente distribuído para todos os tecidos.

·         no sangue, sua concentração é 200 vezes mais elevada nas hemácias do que no plasma.

·         É um veneno celular, pois bloqueia a cadeia respiratória mitocondrial ao se fixar na citocromo oxidase.

·         Pode também se ligar com a metemoglobina.

Eliminação

·         Os tiocianatos são eliminados com a urina.

Monitoramento:

1.    A determinação do CN- sanguíneo é comumente utilizada para avaliar a gravidade de uma intoxicação aguda ao acido cianídrico.

2.    A dosagem do tiocianato plasmático ou sérico tem pouca utilidade, uma vez que não é possível diferenciar indivíduos expostos dos não expostos.

3.    O indicador biológico de exposição considerado é o tiocianato urinário e, os níveis urinários de tiocianato, em amostras de urina colhidas ao final da jornada de trabalho, são úteis para monitorar a exposição ao cianeto.

4.    Estas concentrações deverão aumentar até o terceiro dia após a exposição e começar a declinar no sexto dia após a exposição.

MONÓXIDO DE CARBONO - CAS [630-08-0]

 

Sinônimos:

1.    Óxido de carbono.

Absorção

·         Após a absorção pulmonar fixa-se na hemoglobina (± 80%) formando a COHb

Distribuição

·         As concentrações de COHb aumentam rapidamente após ± 3 horas de exposição.

Eliminação

·         Com o ar expirado sob a forma inalterada.

·         A meia-vida da COHb no sangue e do CO no ar expirado são de 4 – 5 horas.

Monitoramento

·         A dosagem da COHb no final de jornada de trabalho avalia a exposição do mesmo dia se a exposição for constante.

·         Uma eventual exposição ao cloreto de metileno (CH2Cl2) pode gerar até 2,5% de COHb ao final de jornada para não fumantes.

 

COMPOSTOS AROMÁTICOS

NITRADOS E AMINADOS

(DERIVADOS DO NITROGÊNIO)

NITROBENZENO - CAS [98-95-3]

Sinônimo:

1.    Essência-de-mirbane

Metabolismo

1.    É metabolizado lentamente através de varias vias.

·         Formação de p-nitrofenol.

·         Formação da fenilhidroxilamina.

·         Formação da anilina que se biotransforma em p-aminofenol.

Absorção

·         O nitrobenzeno é absorvido pelos pulmões em ± 80 % da quantidade inalada.

·         Pode também ser absorvido através da pele o que é favorecido pela umidade.

Distribuição

·         Amplamente no organismo.

·         Preferência pelos tecidos adiposos.

Eliminação

Aproximadamente 15% da quantidade absorvida é eliminada na urina com p-nitrofenol. Uma quantidade inferior a 10% é eliminada com a urina.

Monitoramento

·        p-NITROFENOL URINÁRIO

·        Indicador biológico de efeito: METEMOGLOBINA SANGÜÍNEA (MeHb); enviar para o laboratório no prazo máximo de 24 horas após a coleta.
Após a coleta, existe uma tendência natural de aumento da metemoglobina na amostra.

DAÍ A IMPORTÂNCIA DE REMETÊ-LA IMEDIATAMENTE AO LABORATÓRIO PARA A REALIZAÇÃO DA ANÁLISE.

HIDROCARBONETOS AROMÁTICOS

BENZENO - CAS [71-43-2]

Sinônimos:

1.    Benzol.

Vias de introdução

·         Penetra no organismo por via respiratória (± 50%); cutânea (até 20%)

Absorção

·         De 30 a 60% do benzeno inalado passa para o sistema circulatório.

Metabolismo

·         Após a absorção, 80% são metabolizados no fígado e, na medula óssea para epóxibenzeno, um dos metabolitos   considerados

Eliminação

·         No ar expirado de 10 a 50%%.

·         Na urina, uma quantidade inferior a 1% é eliminado como benzeno inalterado.

·         Cerca de 2% é eliminado como acido trans-trans mucônico (t, t MA) na urina.

·         Quantidade < 1% do acido fenilmercaptúrico na urina.

Monitoramento

·        A dosagem do acido trans-trans mucônico (t, t MA) na urina é um bom indicador da exposição ocupacional ao benzeno quando a amostragem é realizada no final da jornada de trabalho ao final da exposição.

·        Há uma boa correlação entre as concentrações do benzeno presentes na atmosfera do ambiente de trabalho com àquelas do acido trans-trans mucônico (t, t MA) na urina ao final da jornada.

·        Para exposições a 1 ppm os valores urinários deverão ser de1 mg/g de creatinina ou de 1 mg/L.

·        Para exposições a 0,5 ppm os valores urinários deverão ser de 0,5 mg/g de creatinina ou de 0,5 mg/L.

·        Este indicador é o de escolha para exposições inferiores a 0,1 ppm

·        O limite de detecção é de 10 µg/L e permite detectar exposições de da ordem de 0,01 ppm.

·        Este parâmetro pode indistintamente ser expresso tanto em µg/L como em mg/g de creatinina.

ESTIRENO - CAS [100-42-5]

Sinônimos:

1.    Vinil benzeno;

2.    Etenilbenzeno;

3.    Feniletileno.

Absorção

·         É absorvido no ambiente de trabalho, sobretudo por:

1.    Inalação na forma de vapores; 60% do produto inalado é absorvido.

2.    Não se deve ser descuidar da absorção por via cutânea na forma liquida.

Metabolismo

·         É metabolizado essencialmente no fígado.

·         É biotransformado a acido mandélico e acido fenilglioxílico; derivado conjugado (acido hipúrico) e, alguns ácidos mercaptúricos.

·         O estireno induz o seu próprio metabolismo.  

Eliminação

·         Mais de 90% de estireno absorvido são excretados na urina como metabolitos.

·         A relação entre acido mandélico/acido fenilglioxílico varia com o tempo e de acordo com os níveis de exposição.

·         A eliminação através do ar exalado é menor do que 3%.

·         Quantidades inferiores a 1% são eliminadas como estireno inalterado na urina e no suor.

·         A eliminação do acido mandélico é bifásica: uma meia-vida de 4 horas e uma meia-vida de 18 horas.

·         A meia-vida de eliminação do acido fenilglioxílico é mais longa: 7 horas.

·         A eliminação é quase total em 4 dias e uma mínima acumulação pode ocorrer durante a semana.

Monitoramento

·         A determinação do ácido mandélico e o ácido fenilglioxílico urinário na urina colhida ao final da jornada de trabalho são os principais indicadores biológicos de exposição.

·         Representam a exposição que ocorre no mesmo dia e, também, a dos dez dias precedentes.

·         Variam ao nível de um grupo de trabalhadores tendo em vista a grande variação individual.

·         A determinação combinada com esses 2 metabólitos é a preferida, pois permite explorar totalmente esta via metabólica.

·         O  ácido mandélico e o ácido fenilglioxílico urinários, correlacionam-se bem com os efeitos neurológicos.

·         As dosagens dos [ácido mandélico+ácido fenilglioxílico] correlacionam-se bem com a intensidade de exposição.

·         No entanto a dosagem apenas do  ácido fenilglioxílico urinário um é pior.

·         Concentrações crescentes de ácido mandélico ocorrem desde o inicio da exposição atingindo um pico na segunda hora ao final da exposição.

·         O metabolismo do estireno é saturado quando atinge ± 150 ppm e, a determinação do [ácido mandélico+ácido fenilglioxílico] não é mais adequada.

·         Os ácidos,  mandélico e fenilglioxílico não são específicos para o estireno.

ETILBENZENO - CAS [100-41-4]

 

Vias de introdução

·         O etilbenzeno penetra no organismo através da via pulmonar (60% da quantidade inalada).

Absorção

·         Após ser inalado é rapidamente absorvido.

·         Por via cutânea é absorvido em contacto direto.

Metabolismo

·         Aproximadamente 70% é metabolizado no fígado.

·         A seguir é oxidado produzindo o acido mandélico e o acido fenilglioxílico.

Distribuição/acumulação

·         Após se distribuído se acumula no fígado, rins e no tecido adiposo.

Eliminação

·         Da dose do etilbenzeno absorvido o ácidos mandélico e o fenilglioxílico são eliminados na urina.

·         Da dose do etilbenzeno absorvido, o ácido mandélico é eliminado na urina em ± 65% e, por sua vez, o ácido fenilglioxílico é excretado na urina em 25% da dose absorvida.

·         O pico de excreção do ácido mandélico ocorre no final da exposição com meia-vida de eliminação bifásica:

1.    4 a 5 horas;

2.    De ± 25 horas.

·         Em baixas quantidades são eliminados na urina também os ácidos fenacetúrico, hipúrico (5% do etilbenzeno metabolizado) e, traços do etilfenol (<1% também do etilbenzeno metabolizado), da dihidroxifenona.

·         Na forma inalterada é eliminado no ar expirado e na urina.

Monitoramento

·         A determinação do ácido mandélico urinário durante as últimas quatro horas da exposição em seguida da semana de trabalho refletem a exposição do mesmo dia e são proporcionais às concentrações atmosféricas.

·         Este ensaio não é específico para o ácido mandélico, pois este é um metabólito comum a outros solventes.

TOLUENO - CAS [108-88-3]

Sinônimos:

1.    Toluol;

2.    Metilbenzeno.

Vias de introdução

·         Penetra no organismo pela via respiratória

·         Também por via cutânea

·         Por via digestiva no estado liquido.

Metabolismo

·         De 60 a 80 % do tolueno absorvido são metabolizados no fígado produzindo o álcool benzílico, acido benzóico.

·         Conjuga-se com a glicina formando o acido hipúrico.

·         Uma pequena fração (<1%) é metabolizada em o, m, p cresol.

Distribuição

·         Distribui-se para o tecido adiposo, sistema nervoso central.

Acumulação

·         Sistema nervoso central.

Eliminação

·         De 7 a 20 % do tolueno inalado são eliminados inalterados com o ar expirado.

·         A quantidade do acido hipúrico é eliminado na urina nas primeiras 4 horas corresponde a 65%.

·         Nas seguintes 20 horas corresponde a 80 %

·         Sua eliminação total se dá em 24 horas.

Monitoramento

·         A determinação do ácido hipúrico urináriotem-se mostrado útil para avaliar a exposição > 50 ppm.

·         A coleta de urina deverá necessàriamente realizada durante as 4 ultimas horas da exposição.

·         O nível basal é atingido após 16 horas cessado à exposição.

·         Essas concentrações correlacionam-se bem com as concentrações atmosféricas especialmente nas exposições que variam desde as mais às fortes, ou seja, superiores a 50 ppm de tolueno.

·         Para exposições mais baixas, este indicador não é confiável devido a variações individuais no metabolismo e, da sua baixa especificidade.

·         A determinação do orto cresol na urina colhida no final de jornada de trabalho reflete a exposição do mesmo dia e, correlaciona-se bem com a intensidade da exposição.

·         Este parâmetro é mais especifico que o ácido hipúrico urinário e é sensível para exposições próximas de 50 ppm.

·         Permite confirmar a exposição no caso de dúvida.

XILENOS - CAS [1330-20-7]

Sinônimos:

1.    Xilol;

2.    1,2-dimetil benzeno;

3.    1,3- dimetil benzeno;

4.    1,4-dimetil benzeno

Metabolismo

·         São metabolizados no fígado (75 a 95 %) transformando-se em ácidos metil benzóicos.

·         Em seguida aos correspondentes ácidos orto, meta e para metilhipúricos.

Absorção

·         Absorvido através dos pulmões (65% da quantidade inalada).

·         Via cutânea e acidentalmente por via digestiva.

Distribuição

·         Uma vez no sangue, distribuem-se rapidamente nos tecidos ricos em lipídios.

Eliminação

·         De 70 a 80 % são eliminados na urina em 24 horas na forma de ácidos orto, meta e para metilhipúricos e, menos de 3% como xilenóis conjugados.

·         A meia-vida de eliminação dos ácidos orto, meta e para metilhipúricos conjuntamente é bifásica:

1.    Nas primeiras 3,6 horas e,

2.    30 horas nas ulteriores.

·         Na urina a eliminação dos xilenos inalterados é desprezível (< 0,01%) e, através do ar expirado é inferior a 6% da quantidade absorvida.

Monitoramento

·         Determinação dos ácidos metilhipúrico urinários e/ou ácidos toluícos determinados na urina colhida ao final da jornada de trabalho são indicadores específicos, representam a exposição do mesmo dia e, bem correlacionados com a intensidade de exposição, mesmo as menores de 15 ppm.

·         Ocorrem grandes variações individuais.

·         A excreção urinaria do isômero meta é preponderante em relação aos outros isômeros (orto e para) na mistura de xilenos. 

·         Para exposições da ordem de ± 3,5 ppm as concentrações urinárias dos ácidos metil-hipúricos determinados na urina colhida ao final da jornada deverão ser em média de ± 55 mg/g de creatinina e, no decorrer da exposição pode ocorrer um aumento de ± 40 mg/g de creatinina.

AMIDAS

N,N DIMETILFORMAMIDA - CAS [68-12-2]

Outros nomes:

1.    Dimetilformamida

2.    DMF

Absorção

·         A DMF após ser introduzida por via respiratória, de 60 a 90 % da quantidade inalada são absorvidas nos pulmões

·         Este agente químico é rápida e facilmente absorvido (40%) através da pele sendo muito importante em função da temperatura e da umidade.

·         É também absorvida pela via digestiva.

Metabolismo

·         É rapidamente metabolizada no fígado formando a N-hidroximetil-N-formamida, seu metabólito principal, e ela mesma sofre uma desmetilaçao produzindo a N-metilformamida (NMF).

Eliminação

·         Uma pequena porção da DMF (0,3 a 1,5%) é eliminada inalterada na urina e de (2 a 28 %) inalterada no ar expirado.

·         Todos os metabólitos são eliminados na urina.

·         A meia-vida de eliminação urinária da NMF é de:

1.    4 a 5 horas (de 2-3 horas se a exposição for somente por inalação);

2.    A da N-acetil-S-[N-metil-carbomoil]-cisteina (AMCC) é da ordem de 23 horas correspondendo a 10 – 20% da quantidade absorvida;

3.    A da formamida é de 7 horas.

·         A N-metilformamida urinária se acumula ao longo da semana se também existe uma exposição cutânea associada.

Monitoramento

·         A determinação da N-Metilformamida total (sendo esta proveniente da N-hidroximetil-N-formamida), durante a análise na urina colhida no final da jornada de trabalho, de qualquer dia da semana de trabalho.

·         Esta determinação irá refletir a exposição do dia e as eventuais flutuações, se ocorrerem são mínimas.

·         A correlação entre  

______________________

* N-Metilformamida total = ∑[N-metilformamida formada + N-metilformamida]

 

ENXÔFRE E DERIVADOS

DISSULFETO DE CARBONO - CAS [75-15-0]

Outros nomes:

1.    Anidrido ditiocarbônico

2.    Sulfeto de carbono

Absorção

·         Pode ser absorvido por todas as vias.

·         A pulmonar é a principal no ambiente de trabalho.

·         De ± 40 % da quantidade inalada, são absorvidos.

·         Também por via cutânea.

·         Também é bem absorvido pelo TGI.

Distribuição

·         Após absorção pulmonar é encontrado em tecidos ricos em lipídeos, no sangue e em órgãos fortemente irrigados.

Metabolismo

·         A maior parte do Dissulfeto de 70 a 90 % é metabolizada e eliminada pelos rins sob forma de sulfatos inorgânicos e de compostos com enxofre tais como a tiocarbamida, a, o acido 2-tiotiazolidina-4-carboxílico o TTCA conjugado com a glutationa.

·         O TTCA urinário representa mais 6% da quantidade absorvida.

·         A meia-vida de eliminação urinaria do TTCA é bifásica:

1.    Primeira fase de 2 a 6 horas;

2.    Segunda fase de 68 horas.

·         Os outros casos:

a.     8 horas.

·         O restante do CS2 é eliminado inalterado no ar expirado, 5 a 30 % da dose inalada.

·         Na urina, menos de 1% rapidamente.

Monitoramento

·         A dosagem do TTCA urinário no final da jornada é sensível e, suficientemente especifico.

·         O TTCA urinário reflete essencialmente a exposição do mesmo dia. As concentrações aumentam progressivamente durante a jornada de trabalho e são máximas no terceiro dia após a exposição.

·         Excelente correlação entre CS2 no ambiente e TTCA urinário no final de jornada.

·         Deve-se levar em conta na interpretação a absorção cutânea.

 

ALCOÓIS

ETANOL - CAS [64-17-5]

Sinônimos:

1.    Álcool etílico.

Absorção

·         É rapidamente absorvido por via digestiva.

·         Existe o risco de absorção pela pele. Todavia baixa.

·         É rapidamente por via pulmonar.

·         Difusível para todo organismo.

Metabolismo

·         Oxida-se rapidamente no fígado (80 a 90%), a aldeído acético, depois em acido acético (sendo neste caso 90%) no fígado e 10% nos rins, depois em CO2 e água.

·         A velocidade de metabolização varia muito entre indivíduos.

Eliminação

·         De 5 a 10% do etanol é eliminado inalterado no ar expirado, na urina e no suor.

Monitoramento

·         A dosagem do etanol no sangue.

·         Dosagem de etanol na urina de final de jornada, todavia a correlação com a exposição não foi demonstrada.

·         São varias as interferências.

ISOPROPANOL - CAS [67-63-0]

Sinônimos:

·         Álcool isopropilico.

Metabolismo

·         É metabolizado no fígado, sendo oxidado, formando a acetona, com meia-vida de 22 horas.

Absorção

·         É rapidamente absorvido por via respiratória, digestiva e cutânea.

Distribuição

·         O isopropanol é distribuído por todo o organismo.

·         Sua meia-vida sangüínea varia entre 2 a 6 horas.

Eliminação

·         É eliminado com o ar expirado e na urina.

·         Parte do isopropanol é eliminado inalterado tanto no ar expirado como na urina.

Monitoramento

·         A determinação da acetona urinária no final de jornada e, da semana de trabalho correlaciona-se bem com as concentrações atmosféricas.

·         Para uma exposição de 400 ppm a concentração urinaria, é de aproximadamente 3,5 – 4,0 mg/L.

METANOL - CAS [67-56-1]

Absorção

·         As vias de absorção são essencialmente a respiratória (58%) e via cutânea equivalente ou superior a pulmonar, e digestiva.

·         A meia-vida plasmática é da ordem de 3 horas.

·         Risco de passagem pela pele.

Metabolismo

·         A maior parte do metanol (80%) é metabolizada no fígado em formaldeído, depois em acido fórmico e, parte deste em CO2.

·         Esse metabolismo é saturável a ± 200 ppm.

Eliminação

·         Na urina é eliminado inalterado (±10%) ou como acido fórmico.

·         A meia-vida de eliminação urinaria é de ± 2 horas e a eliminação total está em torno de 12 horas.

·         A eliminação do acido fórmico é mais lenta.

·         O etanol inibe o metabolismo do metanol.

·         É eliminado no ar expirado como CO2 ou como inalterado (10 a 30 %).

Monitoramento

·         A determinação urinária no final de jornada e/ou final da semana neste ultimo caso a exposição for continua e conhecida reflete a exposição do mesmo dia.

·         É um bom indicador de penetração no organismo.

·         Este indicador não é específico. 

 

CETONAS

ACETONA - CAS [67-64-1]

Absorção

·         É altamente volátil

·         É absorvida por via pulmonar da quantidade inalada (40 a 55%) são absorvidas;

·         ± 75% da acetona absorvida é metabolizada

Vias de introdução

·         Penetração cutânea é baixa.

Metabolismo

·         É biotransformada em 1-2 propanodiol.

·         É também um produto do metabolismo dos ácidos graxos.

·         Sua meia-vida sangüínea é de 5 horas.

·         Mais de 75% da quantidade metabolizada é eliminada na urina.

·         O acido fórmico e o 2-propanol são metabolitos menores da acetona.

Eliminação 

·         20 % da acetona absorvida são eliminadas inalteradas por via pulmonar em cerca de 16 horas

·         Menos de 5% são eliminadas na urina.

·         O acido fórmico e o 2-propanol são metabolitos menores da acetona.

·         A meia-vida biológica da acetona urinária é em média de 3,5 horas.

Monitoramento

·         A determinação da acetona no sangue se correlaciona bem com a taxa de acetona no ar expirado.

·         Esta dosagem permite avaliar o grau de impregnação do organismo com a acetona.

·         Para uma exposição de ± 750 ppm as concentrações sangüíneas serão de ± 55 mg/L ao final da jornada de trabalho.

·         A acetona urinária é o parâmetro melhor correlacionado com as concentrações atmosféricas para uma determinada carga de trabalho.

·         A determinação na urina realizada antes e após a jornada de trabalho permite avaliar a exposição do mesmo dia sendo mais importante a dosagem no final da exposição

·         Não é necessário o ajuste pela creatinina.

METILETILCETONA - CAS [78-93-3]

Sinônimos:

1. Butanona

2. MEC

3. MEK

Vias de introdução

·         Rapidamente por via respiratória atingindo os pulmões.

·         Cerca de ± 50 % da metiletilcetona inalada é absorvida.

·         Por via cutânea cerca de 3%.

Metabolismo

·         A 2-butanona é metabolizada para 2,3-butanodiol, 2-butanol, 3-hidroxi-2-butanona (principal metabólito) e derivados conjugados.

·         O metabolismo da 2-butanona é saturável a partir de 50 ppm e até 100 ppm.

Eliminação

·         Uma baixa quantidade da 2-butanona (± 10%) é eliminada inalterada juntamente com o ar expirado e, na urina (± 2 %).

·         Os metabolitos são eliminados rapidamente na urina por difusão simples com uma meia-vida de eliminação de cerca de 3 horas.

·         A excreção urinária atinge um platô no final da exposição.

Monitoramento

·         A determinação da 2-butanona na urina colhida ao final da jornada de trabalho revela a exposição que ocorre no mesmo dia.

·         Dispõe-se de uma boa correlação entre as concentrações atmosféricas da 2-butanona e da metiletilcetona urinária (MEK-U) com amostragem realizada após 4 horas de exposição.

·         Para uma exposição de 200 ppm da 2-butanona a sua concentração urinária não deverá ultrapassar 2,5 mg/g de creatinina (urina colhida ao final da jornada de trabalho).

·         Este indicador biológico não é especifico e, os metabólitos urinários são pouco utilizados devido à grande variabilidade individual.

 

METILISOBUTILCETONA - CAS [108-10-1]

Sinônimos:

1.    Hexona;

2.    4-metil-2-pentanona;

3.    MIBK.

Vias de introdução

·         Por via respiratória.

·         Há o risco de penetração através da pele.

Absorção

·         Da quantidade inalada cerca de 60% são absorvidas.

·         As concentrações sangüíneas aumentam rapidamente desde o inicio da exposição.

Metabolismo

·         Supõe-se que uma grande parte da MIBK é metabolizada e eliminada rapidamente como CO2.

·         Apenas o 4-metil-2-pentanol foi detectado no homem.

Eliminação

·         Menos de 0,1% é eliminada inalterada na urina dentro de 3 horas após a exposição.

·         Cerca de 5% são eliminados também inalterados, com o ar exalado.

·         A meia-vida de eliminação é bifásica:

1.    De 1 hora;

2.    De 7 horas,

Monitoramento

·         A determinação da metilisobutilcetona na urina colhida imediatamente ao final da jornada de trabalho (MIBK-U) reflete a exposição do dia.

·         Correlaciona-se bem com a intensidade da exposição.

·         Esta determinação é influenciada pela exposição que ocorre imediatamente antes de tomar amostra.

·         A correção dos resultados na urina com a creatinina não é necessitaria uma vez que a excreção se dá por difusão tubular.

·         Os recipientes destinados para a amostragem urinária deverão se preenchidos totalmente a fim de evitar perdas da MIBK.

·         Para uma exposição a 25 ppm, as concentrações urinárias são estimadas em 0,9 mg/L no final da jornada.

·         Este parâmetro é especifico uma vez que está ausente na população geral.

METIL n-BUTILCETONA - CAS [591-78-6]

Sinônimos:

1.    2-hexanona;

2.    MBK.

Metabolismo

·         O metabolismo da 2-hexanona (MBK) irá depender da via de exposição.

·         A maior parte será metabolizada com formação do CO2; 5-hidroxi-2-hexanona e, principalmente 2,5-hexanodiona, mas também o 2-hexanol e o 2,5-hexanodiol.

Vias de introdução

·         A 2-hexanona (MBK) penetra no organismo por inalação.

·         significativa através do aparelho digestivo.

·         rápida por via cutânea. 

Absorção

·         Por inalação são absorvidas de 75 a 90 %.

·         Da quantidade aplicada sobre a pele são absorvidas ± 0,1 %.

Distribuição

·         Após a ser absorvida é distribuída para o fígado. 

Eliminação

·         A 2-hexanona (MBK) é eliminada por via respiratória (40 % sob a forma de CO2, de forma muito rápida).

·         quantidade maior do que 25 % por via urinaria.

·         A meia-vida de eliminação da 2,5-hexanodiona urinaria é da ordem de 15 horas.

·         Há grandes variações individuais no metabolismo.

Monitoramento

·         Na interpretação da dosagem da 2,5-hexanodiona (acetonilacetona) urinária deve-se levar em consideração a utilização de medicamentos tais como fenobarbital (aumenta a eliminação urinaria), a co-exposição com a metiletilcetona e do n-hexano (aumentam a eliminação da 2,5-hexanodiona)